Encontros e Desencontros
Entre o primeiro dia e o fatídico momento em que ela decidiu me dizer, sem contexto algum, que estava namorando, muita coisa aconteceu.
Todas as conversas, telefonemas e almoços me mostravam que a aparência delicada e o sorriso meigo não eram em hipótese alguma ausência de maturidade. Eu, com o passar do tempo, fui promovido de “conhecido” para “colega”, e depois de “colega” para “amigo”, o que acontecia formalmente, quase uma diplomação.
Certa feita, eu até arrisquei uns passinhos “pé de serra” em um clube de forró daqui de BSB, me ofereci para o programinha de sexta do clube de amigas dela e despenquei pra lá de carona com irmãos e primos. Ela, forrozeira convicta, estava lá toda feliz e rebolativa, sendo conduzida por um senhor de meia idade (leia-se: meio século de idade), e assim permaneceu, durante toda a noite, sem sequer me dar ideia.
Com a viagem perdida e uma coluna quebrada (piada interna) fui embora convencido de que eu deviria continuar minha história. Mas que história???
Pois bem, obviamente, se não houvesse empecilhos, eu já teria ido lá e... Pay! Mas como a sonoplastia da minha vida tem certo delay, eu ainda ouvia a música romântica com um "outro alguém" enquanto as imagens do novo capítulo da minha vida apareciam na telinha... Há algum tempo eu vivia um “chove não molha”, dedicado a uma pessoa, tentando provar pra mim e pra ela que valia a pena. Eu acreditava nisso. Uma situação de “Dedicação total” mesmo, e isso somado ao fato de eu não estar pirigando umas pegadas free lancers, acabou por eu não cogitar um investimento real na “pequena notável”, que também não parecida me considerar.
Então... Paramos com ela me dizendo que estava namorando. Eu senti aquele ciúme estranho, um incômodo inconsciente. (Poxa, eu já tinha tanto tempo de casa, acumulei tantas promoções e chega alguém “do mercado” pra ocupar a vaga de namorado!).
Eu sabia que não ia acontecer nada, já estava fichado em outra firma eu não ia aborda-la para um “algo mais”, até porque dali a dois meses eu também estaria formalizando a historinha complicada do parágrafo 4º para apresentar à família e andar de mãos dadas. Ter me sentido daquela maneira me intrigou.
Com minha formatura universitária, eu fui promovido para outro setor da empresa (Hurru!!!) e fui transferido de prédio (Ahhhhh....), nosso contato diminuiu à quase inexistência, e o tempo deu o jeito de desgastar aqueles relacionamentos acidentais, mas que tinham suas funções cármicas.
Já solteiro, porque não tentar?
Apesar de naquela altura do campeonato eu já duvidar da possibilidade de “durabilidade” e “felicidade” coexistirem dentro de um relacionamento, eu também não queria ficar só. Contradição? Pra mim não era, só queria viver o momento presente.
Nessa época tivemos encontros melhor sucedidos, espaçados por semanas, ou até meses sem contato. Uma festa junina para um grupo de amigos e suas mães (hã???, sim, as mães foram e no fundo eu achei isso legal.) algumas aparições repentinas na casa dela, e os pais dela sempre estavam chegando ou saindo, passeios cívicos nas madrugadas dos feriados santificados... Enfim, estávamos nos divertindo, saudavelmente, riamos muito e nossas conversas ficavam cada vez mais afinadas, íntimas e reveladoras. Tivemos encontros memoráveis, mas eu resistia à formalização de qualquer história, repetindo pra mim mesmo o mantra do desapego “vale mais viver o momento presente”...
Eu queria acreditar nisso....
Até logo, Gabriel Montalvão (O noivo)
Eu queria acreditar nisso....
Saiba como terminou (ou começou) nossa história: http://paulinhaegabriel.blogspot.com.br/2010/12/nossa-historia-versao-dele-final.html
Até logo, Gabriel Montalvão (O noivo)
oi vim agradecer a vista lá no blogger e estou seguindo
ResponderExcluirbjs
http://nandanoiva.blogspot.com
oie vim agradecer a visita no blogger.. e vou t e seguir, ahh na verdade é bem provavel q seja dia 17/12/2011... mas tudo pode mudar.. depende da casa, e vc mora oande aki em bsb? e casa quando?... bjos
ResponderExcluirEu que te levei nesse forró "nesse dia"..tem um dedinho meu nessa união...só não tem dedinho meu na coluna quebrada(piadinha interna)...
ResponderExcluir